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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF [1]) André Mendonça [2] tornou públicos nesta quinta (30) os detalhes da investigação da Polícia Federal [3] contra o senador Jaques Wagner [4] (PT [5]-BA), ex-líder do governo no Senado que teria ganhado propina para beneficiar o Banco Master.
Os novos documentos revelam detalhes de uma trama que ficou conhecida em 18 de junho [6], quando Wagner foi alvo de busca e preensão da PF na nona fase da Operação Compliance Zero.
Entre outros pontos, investigadores identificaram 74 ligações telefônicas entre Jaques Wagner e o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, que também é investigado por supostas fraudes financeiras.
Augusto Lima, chamado por Jaques Wagner pelo apelido “Guga”, é o personagem que liga o senador baiano ao caso Master.
Wagner foi apontado como articulador político em benefício do banco de Vorcaro em matérias que tramitavam no Senado, como a ampliação da margem para as pessoas tomarem empréstimo consignado. A medida interessava ao Master.
Em troca da suposta atuação, Wagner teria recebido, segundo as apurações, um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador [7] (BA) e repasses de R$ 3,5 milhões para empresas de seus familiares.
Nesta sexta-feira (31), Jaques Wagner, que tentará a reeleição ao Senado em outubro, disse estar “tranquilo” com as investigações e afirmou que vai “provar a inocência” [8].
Veja abaixo alguns novos detalhes do inquérito (clique no link para seguir ao conteúdo):
Foto reproduzida da Internet