O blog volta a tocar na tecla de que alguns casos foram “esquecidos” no Rio Grande do Norte pelos órgãos responsáveis pela apuração de fatos ocorridos e ainda sem resposta. Como exemplo, cito quatro: o escândalo do guardião; o relatório feito pelo TCE nas contas da FJA [Fundação José Augusto] desde a primeira gestão do governo Wilma (PSB); o resultado da inspeção encomendada pela própria governadora Wilma de Faria à Controladoria Geral do Estado, também na FJA; e o mais recente: a inspeção recomendada pelo Ministério Público Especial junto ao TCE, na Câmara Municipal de Natal, que sequer teve início.
No caso do Guardião, o TJ [Tribunal de Justiça do Estado] que ficou de votar o afastamento do juiz Carlos Adel, que segundo o MP [Ministério Público] liberou escutas telefônicas sem autorização judicial, até hoje não se sabe o resultado. O MP pediu o afastamento do juiz por suspeição, já que está de posse dele todas as interceptações telefônicas – cerca de 600 – realizadas pelo Sistema Guardião, da Secretaria de Segurança Pública do estado, e que os promotores do Patrimônio Público querem ter acesso e não obtiveram ainda.
O pedido para que fossem realizados os grampos foi feito pelo secretário-adjunto da Secretaria de Segurança, Maurílio Pinto, amigo do juiz Carlos Adel. O objetivo era, segundo Pinto, interceptar ligações telefônicas de quadrilhas que atuavam no estado.
No caso das inspeções na FJA realizadas tanto pelo TCE como pela CGE, os relatórios já estão prontos, mas até hoje não foram conhecidos os resultados, pelo menos oficialmente, já que na inspeção do TCE foi encontrado um desvio de R$ 58 milhões dos cofres públicos através da FJA, mas o Tribunal ainda não vtou o relatório do conselheiro Getúlio Nóbrega, relator do processo.