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Durante a operação Tempus Veritatis realizada em 8 de fevereiro pela Polícia Federal, que resultou na prisão de Filipe Martins, ex-assessor da Presidência no governo Jair Bolsonaro, uma descoberta significativa foi feita no celular de Anelise Hauagge, namorada de Martins.
Segundo informações da revista Veja [1], Anelise, que ocupou um cargo comissionado no Ministério das Comunicações de janeiro de 2021 a janeiro de 2023 e não é investigada, possuía em seu aparelho uma série de materiais e documentos que lançavam dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro, exerciam pressão sobre as Forças Armadas e continham informações sobre adversários políticos, como o deputado federal André Janones (Avante-MG).
Os agentes da PF, ao analisarem preliminarmente o aparelho durante as buscas, registraram o encontro destes documentos que incluíam comentários sobre o artigo da Constituição que autoriza o uso de militares.
Filipe Martins, que ganhou notoriedade em março de 2021 ao fazer um gesto associado a grupos supremacistas durante uma transmissão da TV Senado, está sob investigação por participar de uma organização criminosa visando um golpe de Estado para manter Bolsonaro no poder. De acordo com a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Martins teria entregado ao ex-mandatário uma minuta de decreto golpista após as eleições de 2022, ganhas pelo presidente Lula. As investigações apontam que uma reunião decisiva ocorreu no Palácio do Alvorada, onde Martins apresentou o documento a Bolsonaro.
Foto reproduzida do Brasil 247