Está no Blog da Andréia Sadi
Se existia qualquer constrangimento ou tentativa de rechaçar a imagem de que partidos no Congresso que formam o chamado Centrão são governistas – independentemente do chefe do Executivo –, essa postura está cada vez mais fora de moda entre os principais líderes do bloco.
Após a tensão entre Bolsonaro e um youtuber em Brasília [1] – que provocou o presidente ao chamá-lo de “tchutchua do Centrão”, levando o presidente a segurá-lo pela gola para tentar tirar seu celular –, o blog [2] procurou integrantes do governo para repercutir o incidente.
Em um primeiro momento, auxiliares do presidente chegaram a duvidar, achando que o relato era fake news – afinal, como o presidente da República poderia sair do carro e partir para uma “briga de rua” com um militante?
Quando ficou claro que era fato – e estava registrado em imagens -, o destempero do presidente foi lamentado por auxiliares, que torcem para que ele apenas foque na economia e explore a religião como método para vencer Lula [3].
Mas a principal reação política de aliados do Centrão de Bolsonaro, no Congresso – os verdadeiros caciques do bloco e donos da pauta – foi a seguinte: o youtuber tem razão no que diz quando provoca o presidente da República com uma frase que sugere que o chefe do Executivo é submisso e comandado pelos pleitos e demandas do bloco.
Mas o Centrão diz que o recado do youtuber não é apenas para o atual presidente da República – é para qualquer um que se eleja como chefe do País. Um dos mais importantes aliados de Bolsonaro, da cúpula do Congresso, ironizou e resumiu assim a polêmica: “Mas ele tá errado? Quem não vai ser tchutchua do Centrão?”.
Foto reproduzida da Internet