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Cerco se fecha contra Lira: investigado do kit robótica também vendeu remédios a prefeituras do centrão sem licitação

Está no portal Brasil 247

A Polícia Federal (PF) está investigando Denilson de Araújo Silva, de 51 anos, por seu envolvimento no esquema de superfaturamento de kits de robótica [1] – que envolve aliados diretos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Em meio às investigações, descobriu-se que Denilson é proprietário da Star Medicamentos e Material Hospitalar Eireli, conhecida como Star Med, empresa que obteve contratos emergenciais no valor de R$ 8,5 milhões com prefeituras de Pernambuco entre 2020 e 2022, durante a pandemia. A informação [2] é do portal UOL.

Os registros da Receita Federal confirmam que a Star Med está ativa, com um capital de R$ 150 mil, e Denilson Silva é o único sócio. No entanto, sua situação financeira não condiz com a de um empresário que possui contratos milionários com entidades públicas. Ele vive em uma casa modesta na periferia de Maceió e dirige um carro Focus 2007, que nem sequer está em seu nome. O único veículo registrado em seu nome é um Gol 1.0 de 2010.

Além disso, Denilson foi sócio de Roberta Lins da Costa Melo na empresa Megalic, suspeita de ter vendido kits de robótica com superfaturamento [3], usando dinheiro proveniente de emendas de políticos do centrão. Denilson deixou a sociedade em julho de 2017 e foi substituído pelo marido de Roberta, Edmilson Leite Catunda Junior.

O relatório da PF menciona que a residência modesta de Denilson sugere que ele não seja um empresário legítimo, mas possivelmente uma pessoa usada como “laranja” no esquema. No ano passado, policiais estiveram em seu endereço e confirmaram que ele mora lá com sua esposa, que afirmou que ele trabalha como mecânico, o que reforça a suspeita.

A Star Med foi fundada em julho de 2020, no início da pandemia, e começou a fornecer medicamentos e equipamentos hospitalares para várias prefeituras de Pernambuco sem passar por processo de licitação. A empresa fechou 24 contratos até 2022. As prefeituras de Palmares, Xexéu, Ribeirão e Carpina foram as que mais firmaram contratos com a Star Med, totalizando pagamentos de R$ 6,3 milhões. O UOL ainda aponta que, segundo as investigações, alguns desses contratos foram assinados pelo procurador da empresa, Rodrigo Lins Costa Melo, que é irmão de Roberta Lins Costa Melo, sócia da Megalic.

Foto reproduzida da Internet

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