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Chefe do GSI compara reações de Anderson Torres e Lula à prisão: `Força e honra´

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O ministro interino do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Ricardo Cappelli [1], utilizou as redes sociais neste sábado (29) para criticar as justificativas que vêm sendo dadas pela defesa do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres [2], na tentativa de tirá-lo da prisão. 

Torres está preso desde 14 de janeiro no âmbito do inquérito dos atos golpistas [3] promovidos por bolsonaristas 6 dias antes, sob a acusação de omissão, e seus advogados têm apelado por relaxamento de sua pena com a justificativa de que ele estaria apresentando problemas psicológicos, como “lapsos de memória” e “comprometimento cognitivo”. Bolsonaristas como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) falam até em “risco de suicídio”. 

Ao criticar tal expediente, Cappelli, do GSI, fez questão de comparar a reação de Torres à prisão com a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva [4] quando esteve preso, entre 2018 e 2019, por sentença oriunda da operação Lava Jato que depois foi anulada por parcialidade e suspeição do juiz do caso, o hoje senador Sergio Moro (UB-PR). 

“O presidente @LulaOficial enfrentou um processo de exceção e 580 dias de uma reclusão infame sempre de espinha ereta e cabeça erguida. Jamais alegou que fez algo porque estava “doidão” ou que esqueceu suas senhas em função de um ‘surto psiquiátrico’. Isso sim é Força e Honra”, escreveu Cappelli. 

Exame de sanidade mental

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na sexta-feira (28) que o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, Anderson Torres, seja submetido a um exame de sanidade mental [5]. Mais cedo, seu colega de Corte, ministro Luís Roberto Barroso, havia negado pedido de soltura de Torres feito pela defesa. 

O ex-ministro está preso desde 14 de janeiro no âmbito do inquérito dos atos golpistas promovidos por bolsonaristas 6 dias antes, sob a acusação de omissão, e seus advogados têm apelado por relaxamento de sua pena com a justificativa de que ele estaria apresentando problemas psicológicos e “lapsos de memória”

A determinação de Moraes no sentido de submeter Torres a exame de sanidade mental vem após o ex-ministro fornecer senhas falsas de seu celular à Polícia Federal. A defesa do preso afirma que ele forneceu as palavras-chave incorretas pois ele estaria acometido de “comprometimento cognitivo”. 

O ministro deu um prazo de 48 horas para que a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (DF) realize o exame e informe o resultado. Caso de fato seja constatado o comprometimento mental e o órgão avalie que não tem condições de garantir a saúde de Torres, o ex-ministro será transferido para um hospital penitenciário. Por hora, a prisão domiciliar está descartada. 

Imagens: Reprodução/Ricardo Stuckert

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