Em julho do ano passado, a empresa chinesa Shan Dong Dong E.E. Jiao Co. Ltda. firmou um protocolo de intenções com o governo do Rio Grande do Norte visando à importação de 300 mil jumentos nordestinos por ano. [1] O anúncio, que chegou a gerar uma onda de protestos de protetores de animais e defensores do jegue, inclusive um apelo internacional da ativista e ex-atriz francesa Brigitte Bardot [2], felizmente não deslanchou.
– O estado não voltou a ser procurado nem pelo governo chinês, nem por fazendeiros, afirmou, nesta semana, o secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte, Benito Gama.
– Ficou na intenção.
De acordo com o protocolo, a empresa chinesa se encarregaria da assistência técnica com melhoria da genética e alimentação, enquanto o governo do Rio Grande do Norte buscaria linhas de crédito. O objetivo cruel consistia em criar os animais para serem mortos para o consumo – comercialização e industrialização da carne e derivados.
Na época, a informação era a de que um grupo de empresários chineses teriam percorrido da Bahia ao Rio Grande do Norte, interessado na compra dos animais, mas apenas o governo do Rio Grande do Norte foi procurado formalmente. (O Estado de S. Paulo)