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China fala em `unir forças´ com o Brasil `para resistir ao unilateralismo e às intimidações´

Está no Brasil 247

A China anunciou que pretende ampliar a cooperação estratégica com o Brasil e unir forças no âmbito do BRICS para enfrentar o unilateralismo e práticas de intimidação no cenário internacional. A declaração foi feita nesta sexta-feira (29) pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, após nova conversa telefônica entre o chanceler da China, Wang Yi, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira. 

Segundo Lin Jian, a iniciativa marca um movimento de aproximação em um momento de tensões geopolíticas e disputas comerciais. “Em meio às complexas mudanças na atual conjuntura internacional, a China está disposta a fortalecer a coordenação com o Brasil e a unir forças com os países do BRICS para resistir ao unilateralismo e às práticas de intimidação”, postou Lin Jian.

No último dia 11 de agosto, o presidente chinês Xi Jinping destacou que Brasil e China podem se tornar símbolos de autossuficiência global, sobretudo entre as principais nações do Sul Global. Durante conversa telefônica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Xi ressaltou que a parceria está em seu “melhor momento histórico”, com avanços no alinhamento de estratégias de desenvolvimento e cooperação.

O encontro virtual, solicitado por Lula e confirmado pelo Palácio do Planalto, teve duração de aproximadamente uma hora. Na ocasião, os dois líderes discutiram a importância do G20 e do BRICS na promoção de um mundo mais justo e sustentável, além de reforçarem a defesa do multilateralismo. Xi declarou ainda que Pequim apoia o povo brasileiro na defesa da soberania nacional e pediu unidade internacional contra práticas protecionistas.

O governo brasileiro informou que a agenda bilateral incluiu temas como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites. Além disso, Xi Jinping parabenizou o Brasil pela realização bem-sucedida da última cúpula do BRICS e incentivou o país a seguir atuando de forma decisiva em debates globais, como a COP 30, que acontecerá em Belém.

Lula destacou a relevância da relação com a China, elogiou a postura de Pequim em defesa do livre comércio e do sistema internacional baseado em regras e comprometeu-se a fortalecer a comunicação em fóruns multilaterais. “O Brasil precisa manter sua soberania e sonhar grande diante de um cenário internacional mais hostil”, disse o presidente. “O mundo está ficando mais perverso, mais nervoso, e nós precisamos de um país soberano, democrático, e que o povo brasileiro seja o único dono deste país”.

Enquanto reforça laços com Pequim, o governo brasileiro também prepara respostas ao tarifaço anunciado pelo atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo informações do Planalto, medidas pontuais de reciprocidade estão em estudo para reduzir os impactos econômicos e preservar espaço para negociações com Washington.

Foto reproduzida da Internet

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