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Cláudio Castro é alvo de buscas da PF em operação contra aportes de R$ 3 bilhões pelo Rioprevidência em fundos do Banco Master

Está no g1

O ex-governador Cláudio Castro [1] (PL [2]) é alvo, nesta terça-feira (26), da 8ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal [3] (PF), que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master.

Nesta etapa, a PF apura aportes de R$ 3 bilhões de recursos públicos do Rio de Janeiro [4] para o conglomerado do banqueiro Daniel Vorcaro, em diferentes ocasiões. O dinheiro, segundo a investigação, partiu do Rioprevidência, fundo que gere os benefícios de 235 mil aposentados e pensionistas do estado.

Agentes saíram para cumprir 10 mandados de busca e apreensão no RJ e no DF, expedidos pelo ministro André Mendonça [5], do Supremo Tribunal Federal (STF [6]).

Um desses mandados foi cumprido na casa de Castro, na cobertura de um prédio na Península, um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

O advogado Carlo Luchione, que faz a defesa de Cláudio Castro, informou que o ex-governador acompanhava as buscas “com serenidade”.

É a 2ª vez, em menos de 15 dias, que a PF bate na porta de Castro. Em 15 de maio, agentes cumpriram na casa dele um mandado de busca na Operação Sem Refino [7], contra supostas fraudes fiscais na Refit [8], a antiga Refinaria de Manguinhos.

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Barco de Papel

A investigação é um desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro [11], que identificou aportes suspeitos do Rioprevidência no Master — foram R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Em decorrência dessa operação, Deivis Marcon Antunes, presidente do fundo à época da Barco de Papel, foi preso no início de fevereiro [12], em uma ação conjunta da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal no Sul Fluminense. Àquela ocasião, ele já tinha sido exonerado [13].

Agentes voltaram à casa de Deivis nesta terça, em Botafogo, na Zona Sul.

A PF informou que a fase desta terça mira outras aplicações, de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco, “totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência”.

CPI na Alerj [14]

No início do mês, o deputado estadual Flávio Serafini, do PSOL, anunciou que havia obtido assinaturas necessárias para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) [15] na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a fim de investigar os investimentos do RJ no Master. A CPI ainda não foi instalada.

De acordo com os dados apresentados na Alerj, o Rioprevidência investiu quase R$ 1 bilhão diretamente no Banco Master. Além disso, o fundo de previdência estadual também aplicou cerca de R$ 1,6 bilhão em fundos administrados pela instituição financeira.

Parte desses investimentos, segundo os parlamentares, foi feita mesmo após alertas do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que chegou a proibir novos aportes do Rioprevidência no banco.

Segundo Serafini, a Cedae também realizou investimentos no Banco Master. Os valores somam R$ 200 milhões.

Foto reproduzida da Internet

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