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Codern contesta dados de estudo divulgados pela Fiern

O estudo da Planner Consultoria, encomendado pela Fiern (Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte) sobre o impacto da logística no setor produtivo, no que se refere ao porto de Natal, está defasado, segundo informa a assessoria da Codern (Companhia Docas do RN).

Realizado em 2008, o levantamento mostra que haveria demora no embarque de contêiner pelo porto da capital potiguar. E sugere a reestruturação do espaço interno e também a aquisição de mais equipamentos para movimentação dos contêineres. De fato, na época em que foi realizado o estudo, o porto vivenciava a transição da armadora Lauritzen Cool para a CMA CGM. A primeira operava pallets em galpões dos navios; a substituta, contêiner.

– Tivemos que fazer uma revolução e foi isso, diz Emerson Fernandes, diretor-presidente da Codern.

O resultado é que a diferença entre o porto de Natal de 2008 e o porto de Natal de 2010 é gritante. Na época do estudo, havia duas empilhadeiras (uma desativada); hoje são quatro operando a safra 2010/2011. Em 2008, havia apenas uma balança de carreta e somente um portão (Sul) dava acesso ao Porto; atualmente, são duas balanças (uma adquirida recentemente) e três portões de acesso (além do portão Sul, na Rua Chile, há o portão Central, que fica entre o prédio da Codern e o Moinho Potiguar, e o Norte, localizado entre o Moinho e Maruim). Sem contar com a nova pavimentação, abrangendo toda a retro-área (31 mil m2), que deu uma nova cara ao Porto de Natal. “Hoje, o Porto de Natal é o mais ágil do Nordeste”, assegura o diretor-presidente da Codern, Emerson Fernandes.

Minérios

A Codern também contesta informações do Plano Nacional de Logística, do Ministério dos Transportes. Segundo o referido estudo, seria inviável escoar minérios pelo porto de Natal. Para o presidente da Codern, não só é possível, como diversos grupos empresariais já manifestaram o interesse junto à diretoria da estatal. A exportação de minérios pelo Porto de Natal deve aguardar apenas o término da dragagem que amplia a capacidade do Porto de receber navios de 25 mil toneladas para 65 mil toneladas.

– A partir de janeiro, quem quiser escoar minérios pelo porto de Natal através de navios de até 65 mil toneladas, é só começar, diz Emerson.

O presidente da Codern também refuta a viabilidade de instalação de um porto em Porto do Mangue ou mesmo melhoramento do Porto Ilha (Areia Branca) para o escoamento de minérios. Ele diz que a melhor solução para o escoamento de minérios é investir na construção de um cais na Zona Norte (margem esquerda do Potengi), interligado por via férrea – ou rodoviária – às regiões produtivas do Estado.

Transnordestina

Com relação à Transnordestina, Emerson defende que os setores produtivos potiguares – regiões do Seridó, Vale do Açu/Mossoró/Natal sejam primeiramente interligados aos portos do estado (Natal e Areia Branca).

– Só então que devemos interligar nossa economia à Transnordestina, diz ele. Este detalhe é importante porque, segundo o Presidente da Codern, qual a lógica de entregar a riqueza produzida no RN para gerarem divisas e empregos noutros estados? Depois, será de suma importância para a Região Norte/Nordeste que o Porto de Natal também seja visto como opção para que os produtores de outros estados como Ceará, Pernambuco, Paraíba e Piauí possam escoar seus produtos pelo RN.

– Nós temos um Porto ágil, barato, seguro e eficiente, ressalta Emerson, vantagens competitivas que fazem a diferença frente a portos como Pecém (CE), Suape (PE), Cabedelo (PB), Mucuripe (CE) e Recife (PE).

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