Está no Blog do Valdo Cruz
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria benefícios sociais em ano eleitoral [1] tramita no Congresso mais devagar do que o governo gostaria. Com isso, o Palácio do Planalto planeja uma folha extra para pagar os R$ 200 adicionais do Auxílio Brasil [2], previstos na PEC, ainda em julho.
Além disso, o governo quer uma campanha publicitária para divulgar o novo valor do benefício, que, só até dezembro, passará de R$ 400 para R$ 600. As duas medidas visam garantir um ganho político a favor do presidente Jair Bolsonaro [3] no período pré-eleitoral.
O governo trabalhava para aprovar a PEC ainda em junho, para fazer o pagamento do novo valor do Auxílio Brasil já em julho, mas não teve sucesso. A expectativa é que a proposta seja aprovada entre esta quinta-feira (7) e a próxima terça-feira (12) na Câmara.
Como boa parte da folha do Auxílio Brasil já está pronta, com o valor de R$ 400, o governo corre para, assim que a PEC for promulgada pelo Legislativo, preparar a folha extra.
Prejuízo para a campanha
Aliados do presidente avaliam [4] que o novo valor do Auxílio Brasil demorou para ser proposto pelo governo. O Centrão recomendava a medida desde o início do ano.
O benefício político para Bolsonaro pode não ser o esperado pela equipe da campanha à reeleição. Daí vem a decisão de buscar fazer uma folha extra do Auxílio Brasil e lançar uma campanha publicitária divulgando o novo valor.
Além do Auxílio Brasil, o governo quer divulgar também e acelerar o pagamento do vale-caminhoneiro, do vale-taxista e do novo valor do vale-gás. Todos essas medidas também estão previstas na PEC.
Pesquisas eleitorais
Esse é o pacote de bondades articulado pelo Palácio do Planalto com seus aliados no Congresso para fazer o presidente Bolsonaro voltar a crescer nas pesquisas de intenção de voto.
Na estratégia da campanha de Bolsonaro, é importante que ele tire a diferença nas pesquisas [5] para o ex-presidente Luiz Inácio Lula [6] da Silva antes do primeiro turno.
Inicialmente, o comitê de campanha de Bolsonaro acreditava que, em junho, o presidente já estaria empatado com Lula, mas a previsão não se confirmou. Agora, a expectativa é que isso possa acontecer com o pacote de bondades e o início oficial da campanha.