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Um levantamento realizado pelo Centro de Sensoriamento Remoto da UFMG aponta que o comércio ilegal de ouro no Brasil é concentrado em um pequeno grupo de instituições financeiras.
Sem divulgar nomes, as suspeitas recaem sobre cinco Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, DTVMs. É nesse tipo de instituição, autorizada pelo Banco Central a se especializar na compra e venda de ouro, que o garimpeiro irregular pode apresentar uma permissão de lavra forjada e adquirir uma nota fiscal para transportar e negociar o produto legalmente.
Como publicado pela Folha de S. Paulo, o estudo mostra que 30% das 158 toneladas de ouro produzidas no Brasil foram extraídas de forma irregular entre janeiro de 2021 e junho de 2022, sendo 35,7 toneladas potencialmente ilegais e 10,5 toneladas ilegais.
Três cidades do Pará — Itaituba, Cumaru do Norte e Novo Progresso — são responsáveis por 98% das 10,5 toneladas ilegais.
Outro levantamento, elaborado pelo do Instituto Escolhas, mostra que o garimpo ilegal de ouro está concentrado em cinco DTVMs: F.D’Gold, OM (Ourominas), Parmetal, Carol4 e Fênix.
O documento afirma que, entre 2015 e 2020, elas teriam movimentado 79 toneladas com indícios de ilegalidade.
À Folha, a Fênix, a OM e a Parmetal negaram ligação com o garimpo ilegal. A F.D’Gold e a Carol4 não se manifestaram sobre as denúncias.
Foto: Exame