Como ficará o relacionamento do prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PSB), com a bancada que lhe dá sustentação política na Câmara Municipal, se romper mesmo com o sistema a qual pertence hoje? Certamente, se isso ocorrer, o prefeito vai começar a enfrentar dificuldades para aprovar projetos de interesse do Executivo.
Carlos Eduardo Alves, é bom lembrar, ainda tem pelo menos sete meses e meio para acabar a sua administração. É óbvio que o desejo do alcaide natalense é terminar o seu governo bem avaliado, até porque tem um projeto político de se candidatar ao governo do estado em 2010.
Mas, diante das dificuldades que poderá enfrentar na Câmara Municipal se romper com a governadora Wilma de Faria (PSB) , Carlos poderá ter que pagar com o ônus de um desgaste político. Ele sabe disso e é por isso que vem protelando o anúncio sobre que candidato irá apoiar à sua sucessão.
Carlos Eduardo Alves só não contava que as conversas que vem mantendo com o senador Garibaldi Alves (PMDB) e a deputada federal Fátima Bezerra (PT), vazassem e chegassem à imprensa. Ou seja, a sua proposta de unir o PT, o PSB e o PMDB com a cabeça de chapa sendo a sua auxiliar, Virgínia Ferreira, secretária municipal de Planejamento.
A proposta não agradou nem a gregos e nem troianos. Ao contrário, acabou gerando uma insatisfação generalizada nos três partidos da base aliada do governo Lula. O “pacote” apresentado por Carlos Eduardo Alves só interessa mesmo a ele. Daí o risco que corre na Câmara Municipal de Natal.