Por mais que se tenha boa vontade difícil acreditar neste país em políticas públicas capaz de recuperar jovens infratores. Não quero nem entrar no mérito das ditas casas de recuperação, que antes se chamavam Febem. Vou me deter num fato ocorrido nesta quinta-feira (23), em Natal, quando da reunião da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente na Câmara Municipal.
O relato da secretária executiva do Comdica, que é o Conelho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Joana D’Arc Varela, disse tudo. Sem presidência e com diversas dificuldades estruturais relatadas por ela, o Comdica não tem conseguido executar suas atividades.
– Peço desculpas à sociedade, mas se estamos em falta é por falta de condições, informando que pela manhã a sede do Comdica fica fechada por falta de funcionários
Para acrescentar a gravidade da situação, do orçamento municipal, apenas 0,39% é destinado às ações voltadas para jovens, segundo o promotor de Justiça Leonardo Nagashima, que é coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Defesa da Infância, Juventude e Família – MPRN.