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Em depoimento prestado à Polícia Civil do Distrito Federal em 26 de janeiro e cujo relatório foi entregue à CPMI dos Atos Golpistas [1] nos últimos dias, Alan Diego dos Santos Rodrigues, um dos condenados pela tentativa de explodir uma bomba no aeroporto de Brasília [2] na última véspera de Natal, detalhou a atuação do grupo fascista [3]“Boinas Vermelhas” no contexto do acampamento bolsonarista armado diante Quartel-General do Exército e dos atos de 8 de janeiro.
- O bando é composto por militares da reserva [4] e se autointitulava nas ruas como “paraquedistas” e “Boinas Vermelhas”.
- Costumavam andar armados e cobravam dinheiro por serviços prestados aos acampados.
- Os “Boinas Vermelhas” ofereceram para Alan Diego e George Washington de Oliveira Sousa providenciar a fabricação da bomba que explodiria no aeroporto de Brasília em 24 de dezembro.
- O próprio Alan teria resolvido essa “tarefa” com a ajuda do outro condenado.
- Além disso, já em preparação para os atos golpistas, o grupo mapeou os procedimentos e medidas de seguranças de algumas autoridades dos três poderes.
Leia trecho do relatório
“Os membros do grupo cobrariam por ‘serviços’ e teriam, segundo Alan Diego, realizado levantamentos relacionados à segurança de instalações e de autoridades do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, bem como de estações de energia elétrica em Brasília”
Grupo é citado em relatório da Abin
A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) compartilhou com a CPMI dos Atos Golpistas 11 relatórios que elaborou desde o fim das últimas eleições, quando as movimentações para tentar barrar a posse do presidente Lula (PT) se intensificaram.
No décimo relatório, a Abin aponta a existência e as atividades de um grupo fundamentalista e fascista que planejava ação violência durante a posse de Lula, em primeiro de janeiro, como meio de ameaçar e intimidar o novo presidente. Trata-se dos “Boinas Vermelhas”.
- De acordo com a Abin, militares da reserva integram o grupo.
- Membros do grupo foram vistos perto da sede da Polícia Federal durante a diplomação de Lula, em 12 de dezembro, quando o prédio foi atacado.
- O grupo se comunicava com radicais que queriam criar células paramilitares pelo país.
- Um dos líderes do grupo participou da invasão da Câmara dos Deputados em 2016, que pedia “intervenção militar”.
- O mesmo grupo fundamentalista foi apontado como o responsável pela incitação ao vandalismo durante o desfile de 7 de setembro de 2021 na capital.
Imagem reproduzida das redes sociais