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O relatório final do Orçamento Geral da União de 2013, que deve ser votado até quinta-feira, cresceu em quase R$ 26 bilhões as despesas durante sua tramitação no Congresso e traz o valor atualizado de R$ 674,96 para o salário mínimo que vigora a partir de 1º de janeiro. O novo valor representa R$ 4 a mais do que o enviado pelo governo, de R$ 670,95. Esse adicional vai custar só aos cofres da Previdência Social, que paga benefícios equivalentes ao mínimo a mais de 20 milhões de aposentados, mais de R$ 1,36 bilhão. O atual salário mínimo é R$ 622.
Além disso, por causa das emendas parlamentares, os investimentos das pastas inflaram em R$ 21 bilhões. O Orçamento chegou ao Congresso com uma despesa de R$ 2,250 trilhões e deve sair de lá com R$ 2,276 trilhões – diferença que deverá ser alvo do corte temporário do governo em fevereiro, como ocorre anualmente.
Só as emendas individuais dos parlamentares acrescentadas ao projeto de lei somaram R$ 8,9 bilhões, que chegam a mais de R$ 18 bilhões se somadas às emendas coletivas. Com isso, os gastos dos ministérios aumentaram, fazendo com que as chamadas despesas discricionárias (que são os investimentos de cada pasta) tivessem um aumento de 16,3%. Isso se reflete no aumento da previsão dos investimentos, que saltou de R$ 65,7 bilhões para R$ 86,3 bilhões, quase R$ 21 bilhões a mais. Já as estatais mantiveram os investimentos em R$ 110,6 bilhões.