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Congresso pede suspensão de decisão de Dino que barrou emendas impositivas

Está no g1

A Câmara, o Senado [1] e partidos políticos pediram nesta quinta-feira (15) ao Supremo Tribunal Federal (STF [2]) a suspensão da medida decidida liminarmente pelo ministro Flávio Dino [3] que suspendeu a execução de emendas parlamentares impositivas.

O pedido também foi encaminhado a outras ações em que Dino determinou a adoção de medidas de transparência em outras modalidades de emenda, como as de comissão.

O objetivo é garantir a continuidade do pagamento das emendas. O Congresso deverá estabelecer novas regras para a destinação de emendas parlamentares.

No pedido, os presidentes da Câmara e do Senado argumentam que:

▶️ “a decisão suspende a execução de políticas, serviços e obras públicas essenciais para a vida cotidiana de milhões de brasileiros”;

▶️ a decisão de Dino foi “drástica e invasiva” pois “paralisa a execução orçamentária das emendas pela vontade de apenas um ministro do STF”;

▶️ houve “grave lesão ao princípio da separação dos poderes”;

▶️a execução das emendas deve seguir normalmente até que haja o julgamento definitivo do caso.

“As decisões monocráticas, proferidas fora de qualquer contexto de urgência que justificasse uma análise isolada, e não colegiada, transcenderam em muito o debate em torno de alegada falta de transparência das denominadas ’emendas PIX’, e alcançaram de forma exorbitante também as chamadas ’emendas de comissão'”, afirma o documento.

Nesta semana, Pacheco e Lira já haviam sinalizado que o Congresso faria correções na sistemática de pagamentos de emendas parlamentares [4].

Sem dar detalhes, Pacheco declarou que o Legislativo tem estudado adequações para atender à decisão do ministro Flávio Dino.

O senador afirmou que, se forem identificadas dúvidas sobre a transparência do pagamento de emendas, caberá ao Legislativo estabelecer novas regras.

Na quarta (14), o ministro do STF Flávio Dino suspendeu a execução de emendas impositivas  [5](individuais e de bancada) apresentadas por deputados federais e senadores ao Orçamento.

A medida valerá até que o Congresso estabeleça novos procedimentos para garantir transparência na liberação dos recursos.

Antes, Dino já havia travado a execução de emendas Pix (uma modalidade das emendas individuais) e determinado critérios de transparência para emendas de comissão (que não são impositivas).

Segundo a decisão mais recente de Dino, a restrição às emendas não vai incluir recursos destinados a obras em andamento ou ações para atendimento de calamidade pública.

As emendas impositivas são aquelas que o governo é obrigado a executar, ou seja, não dependem de barganha com o Executivo.

Nesta sexta, o plenário do STF vai decidir se confirma as três decisões de Dino, duas sobre emendas pix e uma sobre as impositivas.

Elas se dividem em três categorias:

Em 2024, o Orçamento prevê cerca de R$ 36,3 bilhões em emendas impositivas (individuais e de bancada). Outros R$ 15,2 bilhões estão reservados para emendas de comissão.

Foto reproduzida da Internet

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