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Conjecturas, muitas conjecturas, é o que se observa

Tenho acompanhado o noticiário político do pós-carnaval sobretudo no que diz respeito a sucessão municipal em Natal, e o que tenho observado é que se fala muito em conjecturas. Ou seja, prováveis cenários para as eleições de outubro. Uma coisa me tem chamado a atenção. Nessas conjecturas todas que estão sendo projetadas o vereador Hermano Morais, pré-candidato do PMDB a sucessão do prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB), só figura como o vice que todos querem.

Posso dizer com absoluta segurança que Hermano Morais é sim candidato do PMDB a prefeito de Natal e não abre mão disso, até porque não se lançou candidato, como muitos se lançaram. Hermano foi convocado por nada mais nada menos do que pelo senador Garibaldi Alves, hoje presidente do Congresso Nacional, e o nome de maior representatividade dentro do PMDB do Rio Grande do Norte.

Talvez pelo desarmamento dos ânimos da governadora Wilma de Faria (PSB), que desceu do palanque e chamou a bancada federal para juntos lutarem pelo desenvolvimento do Rio Grande do Norte, e num reconhecimento de que Garibaldi hoje é peça importante no seu projeto político de fazer uma aliança administrativa pelo fortalecimento do estado, é que se especula uma reaproximação do PSB com o PMDB.

Não descarto essa possibilidade. Só que o que se comenta é que Hermano poderá ser o vice de Rogério Marinho. E por quê não o contrário? O PSB detém a prefeitura de Natal e o governo do estado. O que o PMDB vai ganhar indicando Hermano para ser vice de Rogério? E mesmo que isso pudesse ocorrer, seria necessário antes de tudo uma pesquisa para saber qual dos dois somaria mais. E não  simplesmente porque Rogério é o candidato da governadora e Hermano sendo do PMDB tem que ser o seu vice. Ora caros leitores. Se Hermano é um bom nome pra ser vice, porquê não ser o cabeça de chapa. É uma questão de lógica.

O PMDB há 12 anos não lança candidato a prefeito da capital. Este ano o partido conta não só com Garibaldi na presidência do Senado, mas também com o deputado Henrique Eduardo Alves ocupando a liderança da maior bancada na Câmara. Seria muita incompetência do PMDB ir a reboque mais uma vez de uma outra candidatura. Um partido que quer crescer não pode se dar ao luxo de não lançar candidato próprio numa disputa majoritária, ainda mais quando se trata de uma capital.

É ingenuidade pensar que Hermano Morais vai abdicar de sua candidatura para ser vice de Rogério Marinho. Posso estar errado, mas a candidatura de Hermano é irreversível. Pelo menos ele pensa dessa forma e já declarou isso publicamente. Hermano não é candidato de si, ele é candidato do PMDB e conta com o apoio não só de Garibaldi, mas como também de Henrique Eduardo Alves e das bases do partido. Daí não acreditar que ele aceite ser vice de Rogério Marinho.

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