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Contador diz que foram pedidas 18 declarações

A chave para o mistério que ronda a violação de dados fiscais de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, aponta para dois contadores: Antonio Carlos Atella Ferreira e Ademir Estevam Cabral. Ambos estabelecidos em São Paulo, eles ocupam escritórios separados, mas atuam em parceria.

Atella declarou ontem que Cabral o procurou em setembro de 2009 e lhe encomendou um serviço junto à Receita – a apresentação de um lote de “cerca de 18” pedidos de obtenção de cópias de declarações de imposto de renda de pessoas físicas. Cabral tinha pressa, conta Atella.

– Ele disse: “Ô Atella, os documentos são para um pessoal de Brasília e de Minas, eles estão vindo aí. Tem que ser coisa rápida”.

Segundo Atella, o colega não lhe disse quem era o grupo interessado no resultado da pesquisa, nem se tinha ligação com alguma agremiação política.

Análise da Notícia

A declaração do contador Antonio Carlos Atella Ferreira aponta para a farsa montada pelo PSDB de que a quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha de José Serra, foi quebrado a pedido de petistas. Na verdade isso foi feito em setembro de 2009, no auge da disputa Serra e Aécio para ver quem seria o candidato do PSDB à Presidência da República, conforme divulgou ontem o site da revista Forum, que informou ainda que o jornal Estado de Minas estaria, neste período, preparando material jornalístico contra o então governador de São Paulo. A farsa tucana contra Dilma Ruosseff (PT), em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, é para tentar provocar um segundo turno. Só que mentira tem pernas curtas, e os tucanos não contavam que a verdade viria à tona.

Obs do blog: Confira o que a Forum diz clicando em Revista Forum acaba com farsa [1]

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