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Os ministros da Fazenda, Fernando Haddad do Planejamento, Simone Tebet, e da Casa Civil, Rui Costa, detalham nesta quinta-feira (28) o pacote de corte de gastos, que prevê uma economia de R$ 70 bilhões [1]para conter o déficit fiscal nos próximos dois anos.
Além de propostas como a taxação do super ricos e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5mil, o corte de gastos também prevê mudanças na aposentadoria de militares.
“O trabalhador da iniciativa privada se aposenta com 65 anos, então [a idade dos militares] passa para 55”, defende o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) em entrevista à Globonews.
De acordo com o Blog do Gerson Camarotti, o Ministério da Fazenda e o Ministério da Defesa fecharam uma proposta para o ajuste na previdência dos militares ainda este mês.
Aos militares, a proposta prevê medidas como:
- o aumento da idade de aposentadoria mínima dos militares, atualmente em 50 anos;
- a instituição de uma idade mínima para a transferência para a reserva remunerada;
- limitação da transferência de pensão para beneficiários de primeira e segunda ordem;
- a fixação da remuneração do fundo de saúde em 3,5% até janeiro de 2026.
- e o fim da morte ficta, ou seja, familiares perdem o direito à pensão de militares expulsos.
Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (28), [2]o ministro da Fazenda Fernando Haddad agradeceu às Forças Armadas e considerou o acordo com a Defesa uma “cota de contribuição importante” ao corte de gastos.
“Nós concordamos em acabar com a morte ficta, que é uma coisa importante, do ponto de vista da moralidade pública, reconhecermos como um resquício do passado que precisa superado”, afirmou Haddad.
Governo detalha nesta quinta medidas para cortar gastos públicos; veja principais pontos [3]