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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro aprovou nesta quinta-feira (3) a convocação do hacker Walter Delgatti Neto para prestar depoimento. A iniciativa dos deputados e senadores ocorreu em decorrência de uma operação da Polícia Federal. O presidente do colegiado, deputado Arthur Maia (União-BA), consentiu em incluir os pedidos de convocação na pauta do dia, resultando na aprovação de quatro requerimentos para ouvir Delgatti. >>> Delgatti diz à PF que Bolsonaro perguntou se ele conseguiria invadir as urnas eletrônicas [1]
A defesa do investigado manifestou ao jornal O Globo [2] que ele comparecerá “com certeza” para depor. A ação da Polícia Federal incluiu um mandado de prisão preventiva contra Delgatti, que havia informado às autoridades que Jair Bolsonaro o questionou sobre a possibilidade de invadir as urnas eletrônicas. Segundo o depoimento de Delgatti, esse questionamento ocorreu durante um encontro em agosto de 2022, no Palácio do Alvorada.
Além de Delgatti, a deputada Carla Zambelli (PL-SP) também é uma figura central na investigação, sendo alvo de mandados de busca e apreensão, enquanto Delgatti foi detido preventivamente. O deputado Rogério Correia (PT-MG), um dos proponentes dos pedidos de convocação, destacou que “Zambelli trouxe o hacker para o interior do golpe com aval de Bolsonaro”. >>> Sob o comando de Zambelli e Bolsonaro, Delgatti trabalhou com militares para descredibilizar urnas [3]
Diversos parlamentares, incluindo Duarte Junior (PSB-MA), Jandira Feghali (PcdoB-RJ) e a relatora da CPI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), solicitaram a convocação de Delgatti. A relatora argumentou que o depoimento de Walter Delgatti Netto, também conhecido como o “hacker de Araraquara”, poderá lançar luz sobre como Carla Zambelli atuou para questionar a legitimidade do sistema eleitoral brasileiro nas eleições de 2022, tornando-se fundamental para a investigação da comissão.
Duarte Junior justificou seu pedido ao apontar que um dos focos de investigação da CPI é entender os possíveis instigadores dos atos golpistas, que não se limitaram ao evento de 8 de janeiro, mas resultaram em uma série de ações violentas, culminando na invasão dos prédios dos Três Poderes da República.
Foto reproduzida da Internet