Está no g1
O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues [1] (Rede [2]-AP), afirmou nesta quarta-feira (26) que os aliados do presidente Lula que serão indicados para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas vão pedir ao ministro Alexandre de Moraes [3], do Supremo Tribunal Federal (STF [4]), o compartilhamento das investigações sobre os ataques de 8 de janeiro.
Randolfe deu a declaração depois de participar de uma reunião no Palácio do Planalto com o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha [5].
O Congresso deve criar formalmente a CPMI nesta quarta-feira [6], abrindo prazo para que os partidos indiquem os integrantes da comissão. O colegiado será formado por 16 senadores e 16 deputados.
“Eu considero fundamental e tenho certeza que, a CPMI instalada, a direção da CPMI eleita, uma das primeiras agendas será com o ministro Alexandre de Moraes para pedir o compartilhamento das informações, para saber até onde estão indo as investigações”, disse Randolfe.
O senador afirmou também que os governistas vão tentar convocar o ex-ministro da Justiça Anderson Torres [7], que está preso por suposta omissão no dia 8 de janeiro, quando era secretário de Segurança Pública do Distrito Federal.
Sobre a composição da CPMI, Randolfe afirmou que os governistas vão contestar caso a oposição indique parlamentares investigados no STF pelos atos golpistas.
“É indispensável que a CPMI não tenha investigados. Não vamos tolerar agentes que são objetos de investigações, seja de onde forem, seja do parlamento, seja de onde forem, como membro de CPI mista”, disse o parlamentar.
Autor do pedido de criação da CPMI, o deputado bolsonarista André Fernandes (PL-CE) é investigado no STF por suposto envolvimento nos atos golpistas. [8]
Randolfe disse ainda confiar que a maioria dos parlamentares estará a favor da investigação dos atos golpistas.
Retaguarda
O líder relatou que o governo terá uma equipe técnica, composta em boa parte pela equipe da Secretaria de Relações Institucionais, para dar informações e auxiliar na “retaguarda” dos parlamentares da base durante a CPMI.
Foto: Jornal da Economia