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O ex-ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres [1], tergiversou ao ser confrontado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) [2] com uma postagem feita por sua esposa incitando manifestações antidemocráticas que questionavam a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva [3].
O questionamento de Contarato foi feito durante sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado no país, a CPMI dos Atos Golpistas [4], na terça-feira (8).
Cumprindo prisão domiciliar e utilizando tornozeleira eletrônica, Torres, que chegou a ficar preso entre janeiro e maio deste ano, acusado de conivência e omissão com os atos golpistas, já que ocupava a cadeira de secretário de Segurança Pública do DF no dia 8 de janeiro, tentou durante toda sua oitiva na CPMI se isentar de qualquer responsabilidade pelo movimento golpista no país.
Em dado momento, o senador Fabiano Contarato questionou Torres sobre uma postagem feita pela esposa do ex-ministro, em novembro de 2022, em que convoca a população para “a maior mobilização da história do país”, que teria por objetivo manifestar o não reconhecimento à vitória de Lula na eleição para a presidência que havia sido realizada dias antes.
“O senhor tem conhecimento que sua esposa teria, no dia 1º de novembro, após a eleição, convidou seguidores nas redes sociais para ‘a maior mobilização da história?”, questionou o senador petista. “Não tenho conhecimento que ela fez isso”, respondeu Torres.
Contarato, por sua vez, insistiu: “Não trocou essa informação? Porque tem isso na rede social dela. O senhor faz alguma avaliação? O senhor é ex-ministro da Justiça, delegado da Polícia Federal…”.
O ex-ministro, então, tergiversou, afirmando que só soube através de Contarato de tal informação. “Não falo por ela, mas talvez não tenha sido o melhor momento”, disparou.
Foto: Lula Marques