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Cracolândia privê em bairros de classe média de SP

Uma espécie de cracolândia privê funciona em casas e apartamentos de bairros como Vila Mariana, Bixiga, Paraíso, Penha e Bela Vista em São Paulo, informa a reportagem de Afonso Benites na Folha.

São espaços discretos e seguros destinados à venda e ao consumo local do crack.

Para entrar, é preciso ser apresentado por algum conhecido do traficante e só consumir a droga “da casa”.

Os usuários são, em sua maioria, homens de classes média e baixa, com idades entre 18 e 35 anos, de diferentes profissões.

Há dois tipos de cracolândia privê. Em uma, o usuário compra a pedra e a consome em um dos cômodos.

Na outra, que chamam de “mocó”, ele pode morar como num aluguel. Pago adiantado, o valor é R$ 210; no fim do mês, R$ 300.

Na Vila Mariana, o esquema funciona em uma casa simples, em uma rua arborizada, perto de um posto de combustíveis e dois prédios residenciais. Tem 11 cômodos improvisados, transformados em quartos, coletivos ou individuais. (Com informações do jornal Folha de S. Paulo)

Análise da Notícia

Está mais do que provado que o tráfico de drogas só existe porque tem consumidor pra isso. Do contrário, traficantes morreriam de fome. O pior é que a classe média é quem sustenta isso. Aliás, não só a classe média, mas também a alta. Não sejamos hipócritas de dizer que quem consome crack, por exemplo, é só pé rapado. O crack é a droga da moda. E a mais barata, por enquanto. O consumo de drogas neste país é igual a jogo do bicho. Todos sabem que existe, inclusive a polícia, mas a corrupção envolvendo policiais desonestos – não todos, claro – é tanta que isso nunca vai acabar, infelizmente. Mas faço uma ressalva: Acabaria sim, se a classe média e alta deixassem de consumir!

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