Uma crise sem precedentes atingiu o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e levou o presidente da instituição, Cezar Peluso, a criticar publicamente uma entrevista dada pela corregedora do órgão, Eliana Calmon. Peluso, que também é presidente do Supremo Tribunal Federal, conseguiu o apoio da maioria dos conselheiros para ler nota ontem, no início da sessão do CNJ, em que chama de “acusações levianas” as falas de Calmon à Associação Paulista de Jornais. À associação ela havia criticado a iniciativa de uma entidade de juízes de tentar reduzir o poder de investigação do CNJ. Para Calmon, a magistratura tem “gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás das togas”. A frase irritou os colegas. Na presença de Calmon, visivelmente constrangida, Peluso leu uma nota assinada por ele e pelos outros 11 integrantes presentes. (Folha de S. Paulo)