No discurso que fez no plenário da Câmara quinta-feira passada, o deputado Rogério Marinho (PSB-RN) não citou nomes, mas a fala soou como uma crítica aos dirigentes do PSB no Rio Grande do Norte, partido que vive uma crise interna com a divisão clara entre o grupo do parlamentar, que insiste em ser candidato a prefeito de Natal, e o da governadora Wilma de Faria, que defende o apoio à candidatura da também deputada federal Fátima Bezerra (PT), à sucessão municipal.
Isso, de certa forma, demonstra o clima tenso dos últimos dias dentro do PSB de Natal. Nem mesmo os “bombeiros” de última hora estão conseguindo apagar o fogo que emana de dentro do partido. Há quem diga que após a convenção municipal do PSB, quando será decidido se o partido marcha com candidatura própria ou apóia Fátima Bezerra, independente do resultado, Rogério Marinho ficará isolado pela governadora, pelo menos durante um certo tempo, até que as feridas cicatrizem. Se é que vão cicatrizá-las.
A última chance que a governadora teve para tentar demover Rogério Marinho de sair candidato a prefeito de Natal, foi neste final de semana durante o Congresso Nacional do PSB. Não conseguiu. Wilma, inclusive, chegou a falar com o presidente nacional da legenda, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e com o líder do partido no Senado, Renato Casagrande, mas não conseguiu o seu intento.
Rogério Marinho insiste e persiste com a candidatura própria. Diz até que vai ganhar na convenção do dia 16, num desafio e provocação, de certa forma, a governadora Wilma de Faria, que é presidente estadual do PSB, e todo o seu grupo político.