Um candidato travestido do novo
A palavra “velho” tomou uma grande dimensão nesta eleição em Natal. Tudo porque o candidato novamente a prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), ao se referir ao seu primo, ministro Garibaldi Alves Filho (PMDB), disse que Garibaldi está velho.
Salvo engano, a ex-governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria (PSB), companheira de chapa de Carlos Eduardo Alves, é tão idosa quanto o primo do candidato.
Na política o que pode parecer novo é velho. Velho não só cronologicamente falando, mas como também nas ideias arcaicas.
O próprio Carlos Eduardo Alves pode ser considerado um candidato velho, não por sua idade, mas por estar novamente disputando o cargo de prefeito, já que não é mais novidade. Carlos Eduardo Alves seria, digamos, um candidato travestido do novo.
E aí poderíamos citar duas razões: Primeiro por disputar outra vez a prefeitura de Natal, não sendo, como já disse, nenhuma novidade. Velho, portanto!
Segundo, porque ao seu lado tem uma sexagenária tanto quanto o seu primo ministro Garibaldi Filho, considerado por ele (Carlos) seu mais “novo” adversário radical.
Não esqueçamos que velho também vota, apesar de que quem tem mais de 60 anos, caso de Garibaldi e Wilma, não ser mais obrigado a ir as urnas. Mas, óbvio, que Garibaldi Filho vai votar em Hermano Morais (PMDB), seu candidato, e Wilma de Faria vai votar em Carlos Eduardo Alves, seu companheiro de chapa.
Como se observa, de novo nesta eleição em Natal não tem nada. É o velho travestido de novo!