- blogdobarbosa - https://blogdobarbosa.jor.br -

Cúpula do G7: em vitória de Giorgia Meloni, rascunho de documento final não tem menção ao direito ao aborto

Está no g1

Um rascunho do documento do comunicado final da cúpula do G7 [1] não tem menção ao direito ao aborto legal e seguro [2], de acordo com a agência de notícias Reuters.

Os líderes dos países do G7 estão reunidos para seu encontro anual na Itália [3], e uma controvérsia sobre a inclusão de uma frase sobre o direito ao aborto legal e seguro no documento final do encontro dos líderes dos países [4] causou uma racha entre a primeira-ministra italiana de extrema direita, Giorgia Meloni, e os representantes dos Estados Unidos, Canadá, Alemanha e França.

Segundo o rascunho visto pela Reuters, a declaração do G7 manteve compromissos com “o acesso universal a serviços de saúde adequados, acessíveis e de qualidade para as mulheres”, que os líderes assumiram no encontro do ano passado, em Hiroshima, no Japão.

No entanto, foi removida a referência específica no comunicado de 2023 sobre a importância de “acesso a aborto seguro e legal e cuidados pós-aborto”.

A Itália, que detém a presidência rotativa do G7, disse que não havia necessidade de repetir a linguagem porque eles haviam reiterado especificamente seu compromisso de Hiroshima.

Diplomatas disseram que França e Canadá tentaram fortalecer a linguagem sobre os direitos ao aborto, mas não conseguiram convencer os italianos.

A primeira-ministra italiana, contrária ao direito ao aborto, contou em uma biografia que, quando a própria mãe estava grávida dela, quase interrompeu a gravidez.

Em abril, o governo italiano deu permissão para que grupos antiaborto tentem convencer mulheres a não abortar dentro das clínicas especializadas no procedimento.

Indiretas nas entrevistas

Macron, da França, falou a jornalistas sobre o tema. Ele disse que na França há igualdade entre homens e mulheres, mas que essa “não é uma visão compartilhada por todos no espectro político”.

Em entrevista a jornalistas, Meloni respondeu sem citar o nome do presidente francês. Ela falou que “é profundamente errado, em tempos difíceis como esses, fazer campanha (para eleições) usando um fórum importante como o G7” —foi uma insinuação sobre Macron, que no último dia 9 de junho convocou eleições legislativas para a França nos dias 30 de junho e 7 de julho.

O texto do documento final faz críticas à China por práticas protecionistas de comércio.

No documento, afirmam que o G7 não pretende prejudicar a China ou impedir o desenvolvimento econômico do país, mas proteger os negócios dos países membros do grupo contra práticas injustas e tornar as regras do jogo iguais para todos.

Foto reproduzida da Internet

Compartilhe:
[5] [6]