No Brasil é assim. Quando aparece um escândalo basta surgir outro, e pronto! Esquece-se o primeiro. Lembram da Operação Ouro Negro, deflagrada pela Polícia Federal em 2004, considerada a maior fraude fiscal da história brasileira? Cadê, ninguém mais fala nela.
O caso foi parar no STJ [Superior Tribunal de Justiça]. Mas como envolve gente graúda como o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (PT-SP), funcionários e parentes de uma governadora [Wilma de Faria, do Rio Grande do Norte], parlamentares e até desembargadores das esferas federal e estadual (RJ), o resultado da investigação não se sabe até hoje.
Relator do processo, o ministro José Arnaldo da Fonseca (STJ), participou da decisão da Corte que afastou do cargo três magistrados do TRF [Tribunal Regional Federal] da 2ª Região, por conta de ligações inflamáveis de documentos, de disquetes, e de computadores apreendidos, além de centenas de horas de escutas telefônicas gravadas.
As investigações da PF em torno da máfia dos combustíveis foram conduzidas pelo delegado Cláudio Nogueira, tido como um dos melhores quadros de inteligência da instituição e começaram a partir de conversas do lobista e empresário carioca Amadeu Moreira Ribeiro de Carvalho, apontado como um dos mais poderosos sonegadores e fraudadores de combustíveis no país.