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Das coisas que gratificam a gente

Recebi e-mail do advogado Carlos Castim, ex-secretário de Segurança Pública no governo Wilma de Faria (PSB), a respeito de um Editorial postado aqui neste espaço na semana passada sob o título “Julgamento precipitado”. O referido Editorial fala sobre o pré-julgamento que fizeram do suposto envolvimento de sua esposa, Eleonora Castim, no escândalo que ficou conhecido como Operação Hígia – esquema de licitações fraudulentas ocorrido na Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte. No comentário fiz a defesa de Eleonora, a quem considero inocente na história. O que me gratifica é saber que pessoas como Carlos Castim – a despeito de ter feito a defesa de sua mulher no caso em questão -, reconhecem a minha isenção nas análises que faço, muitas vezes desagradando a alguns, mas sempre pautada na seriedade que deve ser o jornalismo. Segue o e-mail de Castim:

Prezado Barbosa:

Gostaria de lhe agradecer o seu posicionamento firmado no editorial do último dia 26 de novembro do corrente ano. Temos plena convicção de que a verdade já começa a aparecer. Maria Eleonora Castim foi envolvida neste triste episódio sem qualquer prova material que consubstanciasse as acusações de que foi vítima. Com relação à sua pessoa, posso lhe assegurar que não houve investigação isenta e profissional. Há contradições nas acusações. Vários erros investigativos foram agora comprovados na instrução criminal. Nenhuma das testemunhas de acusação fez qualquer comentário que pudesse evidenciar o envolvimento de Eleonora neste episódio triste e deplorável. Ao contrário, todas as testemunhas, sem exceção, reconheceram a forma zelosa e responsável com a qual Eleonora sempre pautou sua conduta funcional. Não há, nos autos, um documento sequer assinado por Eleonora Castim. Estamos absolutamente confiantes na realização da Justica. O sofrimento está próximo do fim. Receba o meu abraço e agradecimento pela corajosa e generosa postura. Atenciosamente Carlos Castim

Obs do blog: O web-leitor que quiser conferir o meu comentário é só clicar em Editorial [1]

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