A crise do movimento pela qualidade [1]
O Movimento pela Qualidade passa por uma crise braba: não conseguiu se posicionar ante os novos tempos. E foi justamente o sucesso do movimento que decretou sua crise. Especialmente pela dificuldade dos velhos pioneiros em entender o que seria a etapa seguinte.
Nos anos 90, teve papel fundamental para plantar a idéia de gestão nas empresas e no setor público. Ajudou a criar indicadores, mapear processos, definir metas. Focou-se em limpar a herança dos tempos inflacionários, o excesso de custos, os gastos desnecessários.
A semente foi plantada e floresceu. Em uma década formou-se uma geração de consultores, de avaliadores, os conceitos espalharam-se por diversas empresas, por cadeias produtivas. Depois de assimilado pelas empresas, o conhecimento tornou-se banal.
Acontece que os principais ícones do movimento persistiram com a bandeira exclusiva do corte de custos. Com isso, deixaram de participar da etapa seguinte do processo, modelos mais sofisticados e à altura do momento brasileiro.
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