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De um leitor assíduo do Blog

– Eu não entro na gritaria quase histérica de que a governadora Wilma foi a grande derrotada ou “esmagada pelas urnas” como diz o deputado Getúlio Rego, após as eleições municipais. E também não faço fé no alarido de que a candidatura de Wilma ao Senado em 2010 estaria em perigo por causa destes resultados de agora. O PSB elegeu 44 prefeitos. Junto com o PMDB, que elegeu 38, os quatro do PT e os cinco do PDT [suposta base para 2010] daria mais de 90 prefeituras nas mãos dos atuais aliados. É um cacife considerável para início de jogo. Não eleger suas candidatas em Natal, Mossoró e outras cidades maiores não representa um prejuizo irrecuperável para a governadora, no meu entender. Se tivesse vencido, seria melhor. Mas não é motivo para arrancar os cabelos.

Embora a nova prefeita de Natal Micarla de Souza já tenha feito zoar, através de Robinson Faria, o desejo de uma manjadíssima “parceria administrativa” [Micarla agora quer ficar ao lado da poderosa] com Wilma, faço a análise sem levar em consideração este fato. E arrisco, sem medo de errar: Wilma não precisa de Micarla para ser a mais votada candidata a senadora em Natal. A cidade está dividida ao meio e com uma diferença para 2010: Wilma não vai pedir votos para Fátima Bezerra. Wilma vai pedir votos para ela mesma. E aqui, com três mandatos de prefeita, ela tem o que dizer. O mesmo posso acreditar de Garibaldi.

Em Mossoró, do mesmo jeito. A candidata de Wilma por lá, a deputada Larissa Rosado, teve 37% dos votos. Mas Wilma vai pedir agora votos pra ela. Mostrar o que fez na cidade e apostar no julgamento do seu governo. Ambos vão ao julgamento pelo o que fizeram nos dois governos de cada um. E assim será em todos os municípios. Mesmo onde perderam. Agora, caso a atual aliança permaneça ainda haverá a sucessão presidencial a incrementar as eleições estaduais. Claro que a arrumação nacional vai interferir aqui. Mas aí analiso depois.

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