Pelas declarações do vereador Hermano Morais, presidente do diretório municipal do PMDB e pré-candidato a prefeito de Natal, ontem, na Câmara Municipal, dizendo que a sua pré-candidatura só depende dele, e que o partido terá candidato próprio à sucessão municipal, é certo que uma aliança entre o PMDB e o PT deverá ser definida na reunião que os dirigentes dos dois partidos terão no próximo dia 25.
Com a participação dos líderes maiores das duas legendas – senador Garibaldi Alves e o deputado federal Henrique Eduardo Alves pelo PMDB, e a deputada federal Fátima Bezerra e o deputado estadual Fernando Mineiro pelo PT -, este último também pré-candidato à sucessão municipal, não tenho dúvida de que o resultado dessa conversa será decisivo para uma aliança entre os dois partidos.
O PT diz que não abre mão da cabeça de chapa e já trabalha com a possibilidade da secretária municipal de Planejamento, Virgínia Ferreira, ser a candidata de consenso dentro do partido, não precisando haver mais a necessidade de uma prévia entre ela e o deputado Fernando Mineiro, para saber quem será o indicado para disputar à sucessão municipal.
Os petistas, inclusive, aprovaram Resolução de que numa eventual coligação com qualquer outro partido, o PT não indicará o vice. Nesse caso, a outra legenda que vier a se coligar com os petistas terá que se conformar com a condição de coadjuvante na chapa. Sem isso, segundo os petistas, não haverá aliança, com o PT preferindo formar uma chapa puro sangue.
Por outro lado, o pré-candidato do PMDB a prefeito de Natal, Hermano Morais, lançado no final de dezembro pelo senador Garibaldi Alves, já disse que o seu partido terá candidato próprio, mas não chega a ser intransigente quanto a isso. Morais defende que numa negociação de uma aliança é preciso primeiro ter critérios para saber quem ocupará a cabeça de chapa. Nesse caso, o vereador pmedebista entende que deve haver pesquisas para saber qual o candidato melhor posicionado para ocupar esse espaço.