As declarações do presidente do Congresso Nacional, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), ao jornal JH Primeira Edição, publicadas nesta terça-feira, quando diz que a governadora Wilma de Faria tem uma dívida política com os peemedebistas, sepultam qualquer tentativa de uma aproximação política entre o PMDB e o PSB com vistas a uma eventual aliança para as eleições municipais de outubro em Natal. Se essa possibilidade, ainda que remota, existia, deixa de existir a partir de agora.
Garibaldi disse ao editor de política do jornal Jean Valério não acreditar em alianças “quando ainda existem contas a pagar”, numa referência às divegências políticas entre o PMDB e a governadora Wilma de Faria, colocando ainda que “só acredito em aliança quando as afinidades são grandes, quando não há contas a acertar, quando não há débitos a resolver, quando não há lembrança a toldar o ambiente”.
Garibaldi lançou a candidatura do vereador Hermano Morais exatamente porque sabe que os anseios dos peemdebistas é voltar a ocupar o espaço que tinha na capital, há vinte anos loteado pelo PSB da governadora Wilma de Faria, e ele sabe também que se o PMDB fizer uma composição com o PSB, indicando o vice de Rogério Marinho, com o compromisso da governadora apoiar uma eventual candidatura peemedebista ao governo em 2010, é um risco que corre, e agora pela pela segunda vez.
O presidente do Congresso Nacional é sabedor também que o eleitorado de Natal tem característica de independência, e que nenhum político detém maioria junto a esse eleitorado. Prova maior disso foi o segundo turno das eleições para governador quando Natal ficou literalmente dividida. Ao lançar Hermano Morais candidato a prefeito de Natal pelo PMDB, Garibaldi não só estava satisfazendo os anseios das bases partidárias, mas como também apostando em que o PMDB tem condições de chegar a prefeitura da capital exatamente pelo perfil do eleitorado natalense.