Está no Estado de S. Paulo
A Justiça Federal decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal de 11 investigados do caso Alstom – inquérito sobre suposto esquema de pagamento de propinas a servidores públicos e dirigentes de estatais da área de transportes públicos e energia, em São Paulo, nos anos 1990, durante gestões do PSDB no Estado. A medida alcança um período específico, de quatro anos, e manda a Receita Federal e o Banco Central buscarem “informações de que os indiciados, bem como das pessoas jurídicas a eles vinculados, declararam, no período relativo aos anos-calendário 1997 a 2000, manter contas bancárias no exterior”.
O juiz Marcelo Costenaro Cavala, da 6ª Vara Criminal Federal, ordenou que sejam indicadas “se positiva a resposta, todas as contas e instituições financeiras identificadas no período em questão”. A ordem atinge inclusive o vereador Andréa Matarazzo (PSDB) – ex-secretário de Energia no governo Mário Covas (PSDB) – Jorge Fagali Neto, ex-secretário de Transportes em 1994 (governo Fleury Filho), ex-diretores da EPTE (antiga Eletropaulo) e José Geraldo Villas Boas, acusado pela Polícia Federal de manter offshore para lavar dinheiro.