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O ex-presidente do Banco de Brasília [1] (BRB) Paulo Henrique Costa, preso na Operação Compliance Zero [2], sinalizou interesse em colaborar com as investigações.
A defesa pediu ainda ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência da Papuda para um local que permita conversas sigilosas com advogados.
O pedido foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. No documento, os advogados afirmam que Costa manifestou a intenção de cooperar com as autoridades, “possivelmente por meio de colaboração premiada”.
O executivo é suspeito de não seguir práticas de governança e permitir negócios com o banco Master sem lastro — ou seja, sem garantias que sustentem seu valor.
Segundo os advogados, a possibilidade de uma eventual colaboração premiada depende de três fatores:
- a voluntariedade do investigado
- análise técnica sobre a utilidade das informações e provas
- uma decisão esclarecida sobre os termos e riscos do acordo
Os advogados argumentam, no entanto, que essas condições não podem ser atendidas enquanto Paulo Henrique Costa estiver no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília [3].
De acordo com a petição, a estrutura da unidade prisional e a necessidade de garantir o sigilo das conversas entre cliente e defesa impedem discussões detalhadas sobre os fatos investigados e o manuseio de possíveis provas.
Por isso, a defesa pede a transferência para um ambiente em que Costa possa exercer “de forma plena seu direito à autodefesa”, com garantia de confidencialidade nas comunicações entre advogados e cliente.
A petição menciona ainda que Paulo Henrique Costa é oficial da reserva das Forças Armadas, com patente de 2º tenente. Segundo os advogados, essa condição pode assegurar o direito à prisão especial, como a sala de Estado-Maior — onde está o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e esteve ex-presidente Jair Bolsonaro, entre novembro de 2025 e janeiro deste ano. [4]
Foto reproduzida da Internet