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Ajoelhados, guarda-costas do Serviço Secreto cercam Donald Trump logo depois de ele levar um tiro na orelha, sobre o palco de um comício na cidade de Butler, no estado da Pensilvânia (EUA) [1]. Uma voz feminina diz “clear” (“limpo”). Os guarda-costas só se levantaram após receberem um aviso que o atirador havia sido atingido: “shooter is down”.
Então, um ensanguentado Trump é erguido pelos agentes e repete cinco vezes: “Deixa eu pegar meus sapatos”. Os agentes o pressionam a sair dali. Por fim, o ex-presidente americano ergue os punhos em direção à multidão e é levado (foto).
A cena foi transmitida ao vivo pela campanha de Trump, candidato republicano à presidência dos Estados Unidos. Às 19h13 de sábado (hora de Brasília), o presidente sofreu um atentado. [2]
O autor, Thomas Matthew Crooks, estava num telhado a 120 metros de distância e foi morto por um sniper que acompanhava Trump. Com Crooks, foi encontrado um fuzil AR-15.
“Eu levei um tiro que atingiu o pedaço superior da minha orelha direita. Eu soube imediatamente que algo estava errado quando ouvi um zumbido, tiros e imediatamente senti a bala rasgando a pele. Sangrou muito, e aí me dei conta do que estava acontecendo”, escreveu em sua rede social, a “Truth Social”.
Trump também agradeceu “ao serviço secreto americano e à polícia por sua rápida reação no tiroteio”.
Além disso, mandou “condolências para a família da pessoa que foi morta no comício [4] e também à família da outra pessoa que ficou gravemente ferida.”
“É inacreditável que algo assim possa acontecer no nosso país. Até agora nada se sabe sobre o atirador, que está morto”, disse ele antes de o FBI identificar o criminoso.
Foto: JEFF SWENSEN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)