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A juíza Gabriela Hardt, aliada do ex-juiz suspeito e atualmente senador, Sergio Moro, barrou a divulgação da íntegra do inquérito contra uma facção criminosa que planejava um ataque contra o parlamentar. A informação é da jornalista Bela Megale, d’O Globo [1].
No entanto, após o pedido da PF, Hardt, que é substituta da 9ª Vara Federal de Curitiba, decidiu liberar apenas alguns documentos da investigação para evitar colocar em risco as vítimas e os investigados envolvidos no caso. Para parte da corporação [2], a ação de Hardt foi vista como tentativa de “blindar” Moro após declarações polêmicas do presidente Lula.
O pedido da Polícia Federal e a subsequente liberação parcial dos documentos ocorreram depois que o presidente Lula afirmou que desconfiava que o plano de uma facção para atacar Sergio Moro fosse uma “armação” do ex-juiz suspeito [3].
“A retirada do sigilo do processo foi um pedido do delegado que conduz as investigações protocolado nos autos às 14 horas de ontem (23 de março). Contudo, por cautela, a juíza federal designada para atuar no caso, entendeu melhor manter o nível de sigilo 1, por segurança dos investigados e vítimas, autorizando a divulgação apenas das representações policiais e das decisões que autorizaram as prisões e as buscas, bem como o termo de audiência de custódia”, afirmou a Justiça Federal do Paraná por meio de nota.
Vale sempre lembrar que Hardt substituiu Moro em processos da Lava Jato, como o que condenou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 12 anos de prisão no caso do sítio de Atibaia, anulado pelo Supremo Tribunal Federal.
Foto reproduzida da Internet