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Derrota de Bolsonaro: conselho da Petrobras desacelera troca do comando da estatal

Está no Blog da Ana Flor

Após longas horas de uma reunião que tomou quase toda esta quarta-feira (25), o Conselho de Administração da Petrobras [1] submeteu o governo Bolsonaro a uma derrota. Por maioria, os conselheiros decidiram frear a troca brusca anunciada para o comando da estatal.

O presidente Jair Bolsonaro [2] indicou um novo presidente para a Petrobras [1] na tentativa de conter novos reajustes nos combustíveis e evitar desgastes eleitorais para o governo.

O Conselho de Administração, no entanto, determinou que o nome de Caio Paes de Andrade [3] será submetido ao processo de governança interna [4], ou seja, terá de tramitar no Comitê de Pessoas da Petrobras [1].

Paes de Andrade foi indicado ao cargo após o Ministério de Minas e Energia divulgar nesta segunda-feira (23), por meio de nota oficial, a demissão do então presidente da estatal José Mauro Ferreira. O executivo permaneceu apenas 40 dias no cargo [5].

Paes de Andrade é o atual secretário de desburocratização do Ministério da Economia. Ele tem formação em comunicação social pela Universidade Paulista, pós-graduação em administração e gestão pela Universidade de Harvard e é mestre em administração de empresas pela Universidade Duke, nos Estados Unidos.

Os conselheiros também pediram que o governo envie os nomes dos demais indicados para ocupar assentos no conselho – a União é acionista controladora da Petrobras [1]. Só quando esses nomes chegarem, o Conselho de Administração se reunirá para convocar a Assembleia Geral.

Entre a convocação e a realização da assembleia, segundo fato relevante divulgado pela Petrobras [1], será preciso aguardar um prazo de 30 dias.

Na prática, tudo isso significa que, antes de julho, o novo presidente da Petrobras [1] não teria condições de assumir o cargo. A informação foi confirmada ao blog por um conselheiro da estatal.

Na terça (24), o blog mostrou que Bolsonaro quer segurar novos reajustes de combustíveis até a eleição, em outubro [6]. Isso, porque a alta nos preços se tornou uma fonte de desgaste para o presidente na busca pela reeleição.

*Ana Flor é jornalista e comentarista da GloboNews. Acompanha as notícias de Brasília, da política econômica aos bastidores do poder

Foto reproduzida da Internet

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