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Determinação e coragem

Ao decidir decretar estado de calamidade pública no setor saúde do Rio Grande do Norte, o governador em exercício, Iberê Ferreira de Souza (PSB) não só demonstrou ter determinação, mas sobretudo coragem. Ao substituir a governadora Wilma de Faria (PSB), em viagem de descanso de final de ano aos Estados Unidos, Iberê, já nos primeiros dias no comando do estado, não titubeou diante do caos que vive a saúde no RN.

Iberê, que já disse que trabalhará sua candidatura ao governo do estado em 2010, quando a titular do cargo terá que se desincompatibilizar para disputar uma cadeira no Senado, dá demonstração de que quando ocupar efetivamente a giroflex da governadora, não será uma marionete em suas mãos. Sua atitude merece aplauso diante do caos em que se encontra a saúde pública no Rio Grande do Norte.

Querer culpar o governo federal pelos parcos recursos destinados ao SUS [Sistema Único de Saúde] é muito fácil como faz o supersecretário de Planejamento do estado, Wágner Araújo. É verdade que a verba do SUS está aquém dos problemas que o setor enfrenta. Mas também é fato que a verba destinada ao setor, no caso do Rio Grande do Norte, é mal gerenciada. A liberação dos recursos para a saúde através da pasta de Planejamento, é demorada, como denunciou o secretário George Antunes [Saúde], o que ocasiona, por sua vez, o atraso também no pagamento das empresas prestadoras de serviços e fornecedores.

Certamente o governador em exercício enxergou o que a governadora Wilma de Faria não viu. Que o problema da saúde no Rio Grande do Norte tem que começar a ser solucionado através de uma medida drástica como foi a que ousou tomar. Ficar apenas na retórica do discurso, acusando que a verba destinada ao setor é pouca, que os prefeitos do interior têm que fazer sua parte, e coisa e tal, é muito simples.

O governador em exercício ao decretar estado de calamidade pública na saúde do Rio Grande do Norte mostrou claramente à sociedade a crítica situação que o setor atravessa sem mais delongas. É claro e óbvio que Iberê não gostaria de tomar uma medida como esta, mas também é claro e óbvio que não lhe restou outra saída, a menos que quisesse, assim como a governadora Wilma de Faria, protelar ainda mais o caos e a população pagando o pato.

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