O presidente da Câmara Municipal de Natal, vereador Dickson Nasser (PSB) convocou à imprensa para tentar explicar que a reforma aprovada há pouco pela Casa com relação a política de pessoal, proporcionou uma redução de gastos da ordem de R$ 141 mil, mas não convenceu.
De acordo com os números apresentados pelo presidente da CMN, no mês de outubro a folha de pagamento da Câmara chegou a R$ 1,5 milhão, e já em novembro essa mesma folha chega a R$ 1,383 milhão, o que aponta para uma economia da ordem de R$ 141 mil.
O problema está na contratação dos cargos em comissão. Além dos 308 cargos comissionados que foram nomeados para ocupar os gabinetes dos vereadores, a presidência da Câmara pode nomear mais 277 cargos para trabalhar na administração da Casa. O Diário Oficial do Município publica hoje que já foram nomeados 214 funcionários para ocupar cargos comissionados para os gabinetes, ficando de fora 63. A economia que Dickson Nasser tanto fala está exatamente aí. Se essas 63 pessoas forem contratadas, a economia de R$ 141 mil em relação aos meses anteriores deixa de existir.
E o pior: em janeiro, os funcionários efetivos da CMN querem que o presidente cumpra o que prometeu, ou seja: a implantação do Plano de Cargos e Salários que já era pra ter ocorrido desde janeiro deste ano. Com a implantação do PCS e mais os atrasados, a folha de pagamento tende a se elevar, e aí não haverá nenhum economia, ao contrário.