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Dilma diz que morte de cinegrafista ‘revolta’ e manda PF ajudar a apurar

Está no G1

A presidente Dilma Rousseff  determinou nesta segunda-feira (10) que a Polícia Federal apoie as investigações sobre a morte do cinegrafista Santiago Idílio Andrade. Atingido por um rojão em uma manifestação no Rio de Janeiro na quinta-feira (6), Santiago teve morte cerebral  [1]constatada nesta segunda-feira (10).

“Determinei à PF que apoie, no que for necessário, as investigações para a aplicação da punição cabível”, afirmou a presidente em mensagem publicada em sua conta no Twitter.

A presidente também disse que a morte do cinegrafista “revolta e entristece” e criticou a violência em manifestações.

“Não é admissível que os protestos democráticos sejam desvirtuados por quem não tem respeito por vidas humanas. A liberdade de manifestação é um princípio fundamental da democracia e jamais pode ser usada para matar, ferir, agredir e ameaçar vidas humanas, nem depredar patrimônio público ou privado”, escreveu.

Na sexta-feira (6), um dia após o cinegrafista ter sido atingido pelo rojão, a presidente também havia usado sua conta no Twitter para comentar o episódio. Na ocasião, ela expressou sua solidariedade a Santiago.

O vice-presidente da República Michel Temer também usou o Twitter para lamentar a morte do cinegrafista. “Lamento muito o falecimento do cinegrafista Santiago Andrade da TV Band. Que sua família e amigos encontrem conforto neste momento de dor”, postou na rede social.

Morte cerebral
O cinegrafista Santiago Ilídio Andrade, da TV Bandeirantes, foi atingido na cabeça por um rojão na quinta-feira (6), quando registrava o confronto entre manifestantes e policiais durante protesto contra o aumento da passagem de ônibus, no Centro do Rio. Nesta segunda, ele teve constatada a morte cerebral.

Andrade sofreu afundamento do crânio e foi submetido a uma cirurgia após ser levado para o Hospital Souza Aguiar. Desde então, estava em coma induzido no Centro de Terapia Intensiva da unidade.

A explosão foi registrada por fotógrafos, cinegrafistas e câmeras de vigilância instaladas nas proximidades da Central do Brasil.

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