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O presidente Jair Bolsonaro [1] (PL [2]) exonerou o diretor-geral da Polícia Rodovária Federal (PRF), Silvinei Vasques, que é réu por impropidade administrativa [3] desde o final de novembro por pedir votos para Bolsonaro [4] durante a corrida presidencial e que comandou a corporação durante bloqueios nas estradas no Segundo Turno do pleito.
A exoneração foi publicada na edição desta terça-feira (20) do “Diário Oficial da União (DOU) e assinada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.
O juiz José Arthur Diniz Borges, da 8ª Vara Federal do Rio de Janeiro, aceitou no final de novembro uma ação movida pelo Ministério Público Federal [5] (MPF) contra Silvinei Vasques. Com isso, ele se tornou réu por improbidade administrativa.
O pedido do MPF foi apresentado no dia 15 de novembro. Na ocasião, o órgão argumentou que Silvinei Vasques fez uso indevido do cargo ao, por exemplo, ter pedido votos para o presidente Jair Bolsonaro (PL), que disputou a reeleição e foi derrotado por Lula [6] (PT [7]).
Em nota na ocasião, a PRF disse que “acompanhava com naturalidade a determinação de citação” de Vasques.
Além disso, um inquérito aberto pela Polícia Federal (PF) investiga blitze da PRF no dia do segundo turno da eleição: contrariando determinação da Justiça, agentes pararam ônibus que faziam transporte gratuito de eleitores. A corporação alega que fiscalizou questões técnicas dos veículos, como condições de pneus.
A conduta de Silvinei é alvo de investigação diante dos bloqueios ilegais de rodovias, promovidos por apoiadores de Bolsonaro depois que ele perdeu a eleição. O MPF aponta que há indício de omissão da PRF por motivos políticos.