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O rombo da OGX, de Eike Batista, chega a R$ 10,8 bilhões (equivalente a US$ 5 bilhões). Segundo a Folha apurou, esse é o valor atual da dívida em aberto da petroleira com os diferentes credores.
Os ativos da empresa (campos de petróleo, máquinas e outros) estão avaliados em R$ 5,8 bilhões (US$ 2,7 bilhões), ou seja, só pagam pouco mais de metade da dívida.
O caixa da OGX -dinheiro para pagar funcionários e outras despesas- está em menos de R$ 200 milhões e dura até o fim do mês.
As principais dívidas da empresa são US$ 3,6 bilhões para os detentores dos bônus no exterior (“bondholders”), US$ 1 bilhão para a OSX e US$ 400 milhões em atrasados para fornecedores.
Os números ajudam a entender a dramática situação da OGX, que deve pedir recuperação judicial em breve.
Na terça-feira, Eike interrompeu as negociações de reestruturação da dívida, que ocorriam em Nova York, após demitir o presidente da OGX, Luiz Carneiro.
O consultor Ricardo K, da Angra Partners, que passou a tocar a OGX na prática, corre contra o tempo para conseguir algum dinheiro e viabilizar a recuperação judicial.
A OGX precisa de pelo menos US$ 150 milhões para começar a produzir petróleo e, assim, gerar receita para pagar as dívidas. Só assim a Justiça aceitaria um plano de recuperação da empresa.
Segundo a Folha apurou, as negociações para obter o aporte avançam com a americana GSO, uma das maiores firmas de crédito para empresas endividadas. Outras oito empresas foram consultadas.
Eike se reuniu com os diretores da OGX na terça-feira, após a demissão de Carneiro. Segundo relatos, ele estava quase eufórico e disse que o objetivo é “produzir petróleo”, mesmo após a drástica redução da empresa.