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Documentário confronta tese de suicídio da namorada de Lamarca

Está no Globo

A certeza de que a militante Iara Iavelberg não se matou, e sim foi morta por agentes da repressão, é um dos resultados de sete anos de investigação sobre as circunstâncias da morte da perseguida política, apresentados ontem durante reunião da Comissão da Verdade de São Paulo. O resumo da apuração foi feito pela sobrinha de Iara, Mariana Pamplona. Ela e o marido, o cineasta Flavio Frederico, produziram o documentário ainda inédito “Em busca de Iara”, que refaz os últimos passos da mulher que ficou conhecida como namorada do líder Carlos Lamarca e uma das mais belas militantes da esquerda que atuou na luta armada.

O documentário será lançado no próximo mês e revela entrevistas com familiares, amigos, ex-militantes de esquerda e também militares. Documentos oficiais apontavam que a mulher havia se matado com um tiro no peito dentro do banheiro do apartamento vizinho a um aparelho da organização MR-8, desbaratado pelas forças de segurança em agosto de 1971, na Bahia. Exumação do corpo realizada em 2003 e novo laudo produzido no ano seguinte com a ajuda de documentos apontou a inexistência de vestígios de tiro à queima roupa ou em contato direto com a pele nas imagens da morte de Iara, elementos que contrariam a tese de suicídio, de acordo com o perito Daniel Muñoz.

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