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O dólar emplacou o terceiro dia consecutivo de queda nesta quarta-feira (12) e fechou em R$ 5,7625, renovando o menor patamar desde novembro.
A queda da moeda veio mesmo após o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos [1] informar uma inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) maior do que o esperado pelo mercado no país. Para analistas, o movimento pode refletir tanto o patamar ainda alto do dólar quanto as falas recentes do presidente do Banco Central do Brasil [2] (BC), Gabriel Galípolo [3].
Durante um seminário sobre política monetária promovido pelo Instituto de Estudos de Política Econômica/ Casa das Garças (IEPE/CdG), Galípolo falou sobre as incertezas acerca do mandato do presidente norte-americano, Donald Trump [4], e indicou um Banco Central mais duro (hawkish, nos termos de mercado) em relação à Selic.
Nesse sentido, as constantes ameaças tarifárias de Trump também seguem no radar. Isso porque, diante do aumento das tarifas sobre produtos importados, a estimativa é que os produtos norte-americanos fiquem mais caros e acabem pressionando a inflação, impossibilitando que o Fed [5] continue o ciclo de redução das taxas básicas de juros.
Com isso, falas do presidente do BC norte-americano, Jerome Powell, também ficaram sob os holofotes nesta quarta-feira.
No Brasil, o destaque ficou com dados do setor de serviços. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços prestados no país teve uma queda de 0,5% em dezembro de 2024, no segundo resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 1,9% nos dois últimos meses do ano. No acumulado do ano, porém, o setor teve alta de 3,1%.
O Ibovespa [6], principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3 [7], opera em baixa na última hora do pregão.
Foto reproduzida da Internet