Está na Reuters
Após oscilar acima dos R$ 5,80, o dólar perdeu força e fechou a quinta-feira praticamente estável ante o real, em um dia de queda das cotações para a moeda norte-americana no exterior na esteira da divulgação de dados sobre a inflação ao produtor dos EUA.
A expectativa em torno da adoção de mais tarifas de importação pelos EUA — algo confirmado durante a tarde — também trouxe volatilidade aos negócios com moedas.
O dólar à vista fechou em leve alta de 0,10%, aos R$5,7679. Em 2025 a moeda norte-americana acumula queda de 6,65%.
Às 17h28 na B3 o dólar para março — atualmente o mais líquido — cedia 0,06%, aos R$5,7815.
Pela manhã o dólar ensaiou uma recuperação ante o real, após os recuos mais recentes. A moeda chegou a renovar máximas já depois da divulgação do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA, mas posteriormente a abertura do indicador deu motivos para o enfraquecimento dos rendimentos dos Treasuries e, em paralelo, do dólar.
O PPI subiu 0,4% em janeiro, após avanço revisado para cima de 0,5% em dezembro e acima da alta de 0,3% projetada por economistas de pesquisa da Reuters.
Apesar da elevação acima do esperado, chamaram a atenção no PPI elementos benignos que entram no cálculo do núcleo do índice PCE — bastante acompanhado pelo Fed. Entre eles os custos de consultórios médicos e hospitais, que ficaram praticamente estáveis, e os preços de administração de portfólio, que subiram apenas 0,4%.
A abertura do PPI sugeriu que o Federal Reserve pode ter espaço para mais cortes de juros, o que pesou sobre o dólar em todo o mundo.
No Brasil, após marcar a máxima de R$5,8002 (+0,66%) às 11h04, o dólar à vista perdeu força e se reaproximou da estabilidade.
Profissionais ouvidos pela Reuters atribuíram a perda de força global do dólar também a notícias de que o presidente dos EUA, Donald Trump, poderia adiar o anúncio de tarifas recíprocas sobre produtos importados de outros países.
Durante a tarde, Trump assinou decreto sobre a adoção das tarifas, mas a cobrança efetiva ficou para adiante. Uma autoridade da Casa Branca esclareceu que as tarifas não entrarão em vigor nesta quinta-feira, mas podem começar a ser impostas em semanas. O governo norte-americano vai analisar a situação país a país.
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