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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom contra os postos de combustíveis e empresas do setor de petróleo ao exigir uma redução imediata nos preços da gasolina. Segundo informações publicadas pelo Valor Econômico, Trump afirmou que os varejistas devem baixar os preços “imediatamente” e advertiu que poderão enfrentar “grandes problemas” caso não atendam à pressão da Casa Branca.
“Os varejistas de gasolina devem baixar seus preços, imediatamente”, escreveu Trump em sua rede Truth Social. Em seguida, o atual presidente dos Estados Unidos acrescentou: “Não haverá especulação, o que é totalmente ilegal. Se os varejistas não fizerem isso, grandes problemas virão! Comecem a mirar em torno de US$ 2,50 por galão”.
A declaração ocorre em um momento de preocupação dos consumidores americanos com o custo dos combustíveis e em meio à disputa política pelas eleições de meio de mandato, previstas para novembro. Trump e o Partido Republicano tentam preservar sua estreita maioria no Congresso, enquanto a inflação e o preço da gasolina seguem como temas centrais para o eleitorado.
Na semana passada, Trump afirmou ter orientado o Departamento de Justiça a investigar empresas petrolíferas por não repassarem integralmente às bombas a queda recente do preço do petróleo bruto. O presidente acusou o setor de “explorar” os consumidores, ao sustentar que a redução nos custos do óleo deveria resultar em alívio mais rápido para os motoristas.
Os preços do petróleo haviam disparado neste ano após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro, seguidos por respostas iranianas contra Israel e contra países do Golfo que abrigam bases americanas. A escalada militar pressionou o mercado global de energia e ampliou a instabilidade no Oriente Médio.
Mais recentemente, a diplomacia entre Washington e Teerã trouxe algum alívio aos preços da gasolina para os consumidores americanos. Um cessar-fogo entrou em vigor em abril e foi prorrogado desde então, embora Estados Unidos e Irã se acusem mutuamente de violações da trégua.
Os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã, assim como os ataques israelenses no Líbano, deixaram milhares de mortos e milhões de deslocados, agravando a crise humanitária regional. Nesse contexto, a disputa pelo preço da gasolina nos Estados Unidos passou a combinar fatores econômicos, geopolíticos e eleitorais.
Ao mirar publicamente os postos de combustíveis, Trump tenta transformar a queda recente do petróleo em ganho político direto, pressionando varejistas e petrolíferas a reduzir preços antes que o tema pese ainda mais sobre a campanha republicana. A meta anunciada por ele — US$ 2,50 por galão — tornou-se agora uma referência política para avaliar a resposta do setor energético às pressões da Casa Branca.
Foto reproduzida da Internet