O prefeito Carlos Eduardo Alves (PSB) encontra-se em Brasília, onde hoje percorre os ministérios das Cidades, Integração e dos Esportes atrás de liberação de recursos para obras em andamento em sua administração, acompanhado da secretária municipal de Planejamento e Finanças, Virgínia Ferreira.
Em sua mensagem anual à Câmara Municipal de Natal, Carlos Eduardo Alves chegou a ser deselegante com o PT ao afirmar que a sua parceria não era com o partido, e sim com o governo federal, na presença da secretária Virgínia Ferreira, que se encontrava em plenário.
Agora o prefeito retorna à Brasília atrás de recursos federais e leva a tiracolo, como de costume, Virgínia Ferreira, ligada políticamente a deputada federal Fátima Bezerra (PT). Pergunto: O PT só serve então na hora de levar o pires na mão ao governo para conseguir a liberação de verbas? A deputada Fátima Bezerra só serve como parceira na hora de usar a sua influência junto ao governo, que é do PT, para conseguir recursos para a prefeitura de Natal?
Ora, convenhamos. O governo federal é do PT, e o prefeito Carlos Eduardo Alves só está conseguindo administrar Natal graças a liberação de recursos que está conseguindo pelas mãos da deputada Fátima Bezerra e, claro, pelos projetos que tem apresentado, projetos esses que tem a mão da secretária Virgínia Ferreira.
Não estou aqui advogando em favor do PT ou de Fátima Bezerra. Mas é preciso esclarecer que as obras que estão sendo realizadas em Natal, em sua grande maioria, são com recursos federais. A prefeitura entra apenas com uma pequena contrapartida. Se hoje o prefeito Carlos Eduardo Alves está bem avaliado, ele deve muito a parceria que tem com o PT, que é governo no plano nacional.
Não se consegue administrar uma cidade ou um estado apenas com recursos provenientes de receitas próprias. Qualquer bom administrador sabe disso. Elas são compostas por cinco das sete subcategorias econômicas que compõem as receitas correntes. Ou seja, são as receitas decorrentes das atividades operacionais da administração municipal, não resultantes de transferências ou convênios celebrados com outras esferas de governo e de operações de crédito. Isso não representa nem 40%.
Na verdade as chamadas transferências correntes, que são os ingressos provenientes da União e do Estado, representam em média mais de 60%, a maior parcela da receita total do município. Portanto, ignorar isso é não reconhecer a importância do PT na administração municipal, embora que pequena, mais o suficiente para viabilizar recursos da União.