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E ainda dizem que o radicalismo acabou na política do RN!

Eu até já previa que a reunião convocada pelo prefeito de Natal e presidente do diretório municipal do PSB, Carlos Eduardo Alves, para à noite desta terça-feira objetivando aprovar a aliança com o PT e o PMDB, iria dar em muita confusão, mas jamais imaginaria em tal baixaria.

Agressões de lado-a-lado, entre os defensores da candidatura própria do partido, no caso o deputado federal Rogério Marinho, e os defensores da proposta de aliança com os petistas e peemedebistas, com xingamentos e até corporal, uso de gás de pimenta, policiamento, uso de liminar, enfim, tudo o que não se esperava em uma reunião partidária. E ainda dizem que o radicalismo acabou na política do Rio Grande do Norte! E o pior, tudo isso dentro de um mesmo partido. 

As cenas protagonizadas ontem por filiados do PSB, são dignas de uma divulgação de resultado de desfile de escola de samba, onde os dirigentes das agremiações costumam se agredir. A democracia foi literalmente manchada na política do Rio Grande do Norte, sobretudo, a de Natal, capital do estado. O desrespeito aos princípios democráticos foram quebrados, a anarquia tomou conta da reunião, que como antecipamos, serviu só para dar manchetes espetaculosas aos nossos jornais.

A briga interna que está ocorrendo no PSB de Natal, certamente chegará à imprensa nacional. Trata-se de um fato até certo ponto inusitado, onde uma ala do partido defende candidatura própria, e a outra ala, esta comandada pelos dirigentes maiores – governadora Wilma de Faria e o prefeito Carlos Eduardo Alves – defende uma aliança cuja candidata a prefeita é a deputada federal Fátima Bezerra, do PT. Portanto, fora dos quadros socialista.

O resistente e persistente pré-candidato do PSB à sucessão municipal, deputado federal licenciado Rogério Marinho, já disse que conta com o apoio da direção nacional do partido e com a maioria dos filiados, e vai à convenção do dia 16 de junho tentar viabilizar à sua candidatura. O prefeito Carlos Eduardo Alves disse não acreditar nessa possibilidade. A governadora Wilma de Faria afirmou que “democracia não se faz com baderna”. Já Rogério Marinho considerou um “golpe” a decisão de ontem, de apoiar a aliança com o PT e o PMDB.

É lamentável a imprensa ter que retratar a baixaria que vem ocorrendo na política do Rio Grande do Norte. Senhores políticos. O voto não tem preço, tem conseqüências. Tudo isso que estamos observando poderá refletir nas urnas nas eleições de outubro, e a fatura a ser cobrada poderá ser muito alta.

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